Documento Estratégico Institucional | Preparado por João Mendes | Maio 2026

Mirla Miranda: comunicação, escuta e presença pública a serviço do Acre

Uma estratégia institucional para organizar história, propósito, pautas, escuta popular e comunicação com profundidade, evidências e responsabilidade.

830 mil habitantes | 22 municípios | 1 voz que escuta | 16 seções estratégicas

SEÇÃO 2: Diagnóstico Público de Mirla

Quem é Mirla Miranda na percepção pública, estruturada em eixos de autoridade.

Mirla não deve ser apresentada apenas como irmã de uma liderança política. Ela precisa ser apresentada como uma mulher com trajetória própria, comunicação própria, escuta própria e sensibilidade para transformar histórias reais em pautas públicas.

1. Comunicadora

O que comunica: 25 anos de experiência, programa Acre S/A por 12 anos, articulista da CBN Amazônia.

Força pública gerada: Capacidade de traduzir o complexo para linguagem simples.

Cuidado narrativo: Não parecer apenas "apresentadora", mas uma voz analítica e acolhedora.

Como virar conteúdo: Quadros de escuta direta onde ela conduz a narrativa com profissionalismo.

2. Gestora

O que comunica: Administradora com ênfase em comércio exterior, MBA pela FGV, presidente da Câmara Técnica de Bioeconomia da FIEAC.

Força pública gerada: Competência técnica para entender gargalos do estado.

Cuidado narrativo: Evitar jargões corporativos que distanciem a população.

Como virar conteúdo: Explicações didáticas sobre a economia da vida real.

3. Terapeuta

O que comunica: Psicanalista clínica integrativa, criadora do método Experts de desenvolvimento humano.

Força pública gerada: Empatia, escuta ativa e profunda das dores sociais.

Cuidado narrativo: Não adotar postura de "salvadora" ou psicóloga de plantão.

Como virar conteúdo: Abordagens sobre saúde emocional de mães solo e famílias vulneráveis.

4. Mulher Acreana

O que comunica: Raízes em Sena Madureira e Boca do Acre, neta de seringueiros.

Força pública gerada: Pertencimento genuíno à identidade amazônica e acreana.

Cuidado narrativo: Demonstrar conhecimento prático, além da nostalgia.

Como virar conteúdo: Histórias sobre o Acre profundo e valorização dos povos tradicionais.

5. Voz Feminina

O que comunica: Mãe de criança atípica (TEA leve), conhecedora das dores da maternidade real.

Força pública gerada: Representatividade para mães que lutam por diagnósticos e direitos.

Cuidado narrativo: Falar a partir da própria vivência sem expor demasiadamente o filho.

Como virar conteúdo: Defesa da UPA Infantil e suporte às mães atípicas e mães solo.

6. Construtora de Pontes

O que comunica: Diálogo entre empreendedorismo, comunicação e políticas públicas; experiência como ex porta voz do governo (2019 a abril de 2022).

Força pública gerada: Trânsito institucional somado à capacidade de ouvir a população comum.

Cuidado narrativo: Evitar a leitura de "figura do gabinete"; reforçar a vida em campo.

Como virar conteúdo: Quadros conectando setor produtivo, terceiro setor e poder público em torno de causas concretas.

7. Empreendedora

O que comunica: Fundadora de produtora, agência de publicidade e da Revista Amazônia S/A; finalista do Prêmio Sebrae de Jornalismo Empreendedor em 2018.

Força pública gerada: Autoridade técnica para falar de pequenos negócios, mulheres empreendedoras e ambiente de negócios no Acre.

Cuidado narrativo: Não soar elitizada; manter a conexão com o feirante, o autônomo e a empreendedora de bairro.

Como virar conteúdo: Série Empreendedoras do Acre, perfis curtos e visitas a pequenos negócios.

8. Sensibilidade Social

O que comunica: Pautas como UPA Infantil, bioeconomia, êxodo da juventude e fila de atendimento para mães atípicas.

Força pública gerada: Voz que conecta dados públicos a histórias humanas reais.

Cuidado narrativo: Não cair no apelo emocional sem sustentação técnica.

Como virar conteúdo: Quadro "Do Problema à Conversa Pública" e reportagens didáticas.

9. Identidade Própria com Conexão Familiar

O que comunica: Irmã do senador Alan Rick, mas com 25 anos de trajetória pública autônoma na comunicação e gestão.

Força pública gerada: Crédito institucional somado a percurso próprio comprovado.

Cuidado narrativo: Jamais sustentar a narrativa do "atalho familiar"; reforçar competência própria.

Como virar conteúdo: Linha do tempo profissional de Mirla anterior à eleição do irmão ao Senado em 2023.

SEÇÃO 3: Evidências e Pesquisa Profunda

Fonte Resumo do Achado Como virar narrativa Risco e Recomendação
Instagram @mirlamiranda 21k seguidores, bio "Comunicação e Negócios", 4400+ publicações. Validar consistência histórica na área de negócios e comunicação. Recomendação: Manter a linha institucional sem apelo eleitoral direto.
Site Oficial (Biografia) Programa Acre S/A 2005, imersão Disney 2017, MBA FGV, mãe atípica. Usar a referência Disney para defender o conceito da UPA Infantil (atendimento sem distinção). Risco: Parecer distante da realidade local. Recomendação: Conectar ao Acre.
LinkedIn Presidente Câmara Técnica de Bioeconomia FIEAC. Legitimidade para debater alternativas ao modelo econômico atual do Acre. Recomendação: Focar em "Amazônia com gente dentro".
Entrevista Gazeta FM Relatos sobre o Acre S/A, êxodo de jovens, óleo de copaíba. Conteúdo focado no incentivo aos pequenos negócios de rua. Recomendação: Ressaltar a escuta aos pequenos empreendedores.
Wikipedia Alan Rick Senador AC desde 2023, 154.312 votos, autor lei Revalida Nacional. Base para contexto institucional familiar e propostas de saúde (Revalida). Risco: Sombra política. Recomendação: Destacar independência.

SEÇÃO 4: Diagnóstico do Acre: O Acre que precisa ser ouvido

4.1 Dados Gerais do Estado

4.2 Renda e Emprego

Dor Real: População dependente do setor público, com baixo poder de compra.
Dado Público: Renda domiciliar per capita de R$ 1.372 em 2025 (terceira pior do país). Cerca de 23% dos pequenos negócios são liderados por mulheres. Fontes: PNAD/IBGE, Sebrae.
Perguntas para Rua: Como está a venda no seu comércio este mês? O que ajudaria a aliviar o custo do pequeno negócio? Você precisou fechar as portas recentemente?
Frase Segura: "O empreendedor acreano de rua precisa de um ambiente que incentive o seu negócio, não que o sufoque."

4.3 Saúde Pública e Filas

Dor Real: Espera por cirurgias e falta de médicos especialistas, especialmente pediatras.
Dado Público: O programa Opera Acre realizou 11 mil cirurgias em 2025 e o Saúde Itinerante 27 mil atendimentos. Fonte: Sesacre/CONASS.
Perguntas para Rua: Há quanto tempo você aguarda por uma consulta com especialista? Como foi o último atendimento do seu filho na UPA?
Frase Segura: "Acesso à saúde é dignidade básica. Falar de cuidado é ouvir quem está na fila."

4.4 Autismo (TEA) e Mães Atípicas

Dor Real: Mães que sofrem com a falta de diagnóstico rápido e tratamento contínuo para seus filhos.
Dado Público: 3,8 mil pessoas com diagnóstico de TEA aguardam atendimento no estado; em Rio Branco, 1.500 crianças na fila terapêutica. Mães relatam percepção de até 9 mil crianças aguardando laudo. Fonte: Denúncia local (Rio Branco).
Perguntas para Rua: Quanto tempo você esperou pelo laudo do seu filho? Como essa espera afeta o seu sono e seu trabalho?
Frase Segura: "A mãe de uma criança atípica frequentemente enfrenta essa jornada sozinha. O Estado precisa ser a rede de apoio, não mais um obstáculo."

4.5 Violência contra a Mulher e Feminicídio

Dor Real: Insegurança letal, onde as vítimas mais vulneráveis (pardas e pretas, de baixa renda) estão desprotegidas.
Dado Público: 77 feminicídios consumados e 111 tentativas entre 2018 e 2024. 88% das vítimas não tinham medida protetiva. 132 órfãos do feminicídio. Fonte: OBSGênero/MP AC.
Perguntas para Rua: Você se sente segura no seu trajeto para casa? Conhece os canais de denúncia locais?
Frase Segura: "Uma política pública eficaz começa com a garantia da vida das nossas mulheres. 88% das vítimas não possuíam medida protetiva; precisamos chegar antes."

4.6 Saneamento Básico e Infraestrutura

Dor Real: Doenças frequentes devido ao esgoto a céu aberto e alagamentos (ex: Canal da Maternidade).
Dado Público: O Marco Legal exige 99% de água tratada até 2033; o estado tem índices historicamente baixos. Cada R$ 1 em saneamento economiza R$ 5 em saúde. Fonte: AGEAC.
Frase Segura: "Saneamento não é apenas obra invisível, é saúde preventiva na veia da nossa população."

4.7 Educação e Juventude

Dor Real: Êxodo de jovens formados pela falta de perspectivas e qualidade de vida local.
Dado Público: IDEB anos iniciais atingiu 5,8 pontos, mas o ensino médio enfrenta desafios de evasão. Fonte: INEP.
Frase Segura: "Nossa juventude não deveria precisar deixar o Acre para construir uma história de sucesso."

4.8 Meio Ambiente, Bioeconomia e Amazônia

Dor Real: Distanciamento entre as políticas ambientais e o homem que vive e trabalha na floresta.
Dado Público: Único estado da Amazônia Legal com aumento no desmatamento em 2024 (+30%). 90% convertido em pastagem. Fonte: MapBiomas.
Frase Segura: "A floresta tem valor inestimável, mas a verdadeira bioeconomia é aquela que inclui e gera dignidade para a família acreana."

SEÇÃO 5: Mapa de 8 Bandeiras Institucionais

Diretrizes de comunicação sem promessas eleitorais, focadas na organização de conversas públicas.

1. Mulher Acreana de Pé

Foco: Mães solo, autonomia, renda, saúde emocional e combate à violência (dados OBSGênero).

Frase: "A mulher acreana carrega a casa, o trabalho e a família. Ela precisa de escuta e políticas que garantam sua vida e autonomia."

2. O Acre que Cuida

Foco: Saúde, acolhimento, atendimento humanizado. Defesa da ideia da UPA Infantil (semelhante ao princípio Disney de prioridade a todos no espaço infantil).

Frase: "O acesso à saúde pediátrica especializada não é luxo, é a base do cuidado com nossas crianças."

3. Economia da Vida Real

Foco: Pequenos negócios, autônomos, mulheres empreendedoras, retomada do espírito do programa 'Acre S/A'.

Frase: "O verdadeiro motor do Acre é quem acorda cedo para abrir sua porta, fazer sua feira e sustentar a família."

4. Juventude com Caminho

Foco: Oportunidade, retenção de talentos e combate ao êxodo juvenil.

Frase: "Precisamos construir um ambiente de negócios onde o jovem acreano tenha orgulho de ficar."

5. Interior Ouvido

Foco: Ramais, comunidades rurais e ribeirinhas historicamente isoladas da capital.

Frase: "O Acre não termina em Rio Branco. A dignidade tem que chegar até o último ramal."

6. Comunicação que Aproxima

Foco: Informação simples e direta como direito público.

Frase: "A política pública responsável começa traduzindo os dados difíceis para a linguagem do povo."

7. Família, Fé e Recomeço

Foco: Valores, saúde mental e acolhimento humano. Cuidado extremo para não explorar a religião como palanque.

Frase: "Nossos valores nos sustentam, mas a ação pública deve acolher a todos com respeito e igualdade."

8. Amazônia com Gente Dentro

Foco: Bioeconomia, óleo de copaíba, povos tradicionais (pauta técnica da FIEAC).

Frase: "A Amazônia só é sustentável quando as famílias que moram nela têm dignidade e oportunidade de trabalho."

SEÇÃO 6: Arquitetura Narrativa

"Mirla é uma mulher acreana da comunicação, da escuta e do cuidado. Sua força está em traduzir dores reais em conversas públicas simples, humanas e responsáveis. Ela não precisa gritar para ser ouvida. Ela precisa ouvir primeiro, organizar o que escuta e dar voz a quem quase nunca aparece."

Posicionamento Central: Escuta Ativa, Competência em Gestão e Acolhimento.

5 Variações de Posicionamento

Variação 1: Institucional

Mirla Miranda apresenta trajetória de mais de duas décadas em comunicação, gestão e produção de conteúdo público. Sua atuação como ex porta voz do governo do Acre e como presidente da Câmara Técnica de Bioeconomia da FIEAC demonstra competência institucional para traduzir agendas públicas em linguagem acessível à população.

Variação 2: Popular

Mirla é a comunicadora que escuta de perto. Cresceu no Acre, conhece o bairro, a feira, a fila do posto e a sala de espera do hospital. Sua força não está no palanque, mas na conversa simples, olho no olho, com a mulher que sustenta a família e com o pequeno empreendedor que abre a porta cedo.

Variação 3: Feminino

Mirla é mulher, mãe, trabalhadora e acreana. Conhece o peso da dupla jornada, a luta das mães atípicas e o silêncio das mulheres que carregam tudo sozinhas. Sua escuta nasce do lugar real, não do discurso pronto.

Variação 4: Familiar

Mirla vem de uma família acreana com história de fé, trabalho e serviço público. Cresceu vendo a mãe sustentar os filhos depois da separação e aprendeu com a avó o valor do cuidado. Essa herança aparece em cada conversa, em cada visita e em cada decisão.

Variação 5: Amazônico

Mirla é filha da Amazônia. Sua família vem do seringal, da floresta, do rio. Sua leitura econômica do estado é ancorada na bioeconomia, no respeito aos povos tradicionais e na convicção de que a floresta só tem futuro com gente dentro, com dignidade e oportunidade.

30 Frases Fortes (sem promessa, sem ataque, sem travessões)

Sobre Escuta (1 a 6)

  1. "O Acre não precisa ser falado de longe. Precisa ser ouvido de perto."
  2. "Antes de representar uma dor, é preciso sentar com quem sente essa dor."
  3. "Política responsável começa com escuta, não com palanque."
  4. "Quem ouve primeiro, fala depois com mais verdade."
  5. "Cada conversa de rua é uma aula que o gabinete não dá."
  6. "A escuta é o primeiro ato público de respeito."

Sobre Mulher (7 a 12)

  1. "A mulher acreana carrega casa, filho, trabalho, fé e ainda precisa lutar para ser vista."
  2. "A mãe atípica não escolheu a jornada. Ela escolhe, todos os dias, continuar."
  3. "Toda mulher que sustenta uma casa sozinha sustenta também um pedaço do Acre."
  4. "Falar de mulher é falar de vida, de renda, de proteção e de dignidade ao mesmo tempo."
  5. "Mulher acreana de pé é Acre que avança."
  6. "O cuidado público com a mulher começa antes da tragédia, na medida protetiva que funciona."

Sobre Acre Profundo (13 a 18)

  1. "O Acre profundo precisa entrar na conversa pública."
  2. "O Acre não termina em Rio Branco."
  3. "A dignidade tem que chegar até o último ramal."
  4. "O interior tem voz; ela só não tem microfone."
  5. "Acre é fronteira, é floresta, é roça, é cidade e é rio. Tudo isso ao mesmo tempo."
  6. "Quem vive longe da capital não pode estar longe do cuidado público."

Sobre Amazônia e Povo (19 a 24)

  1. "A Amazônia também tem mãe solo, comerciante, estudante, agricultor, enfermeira e professora."
  2. "A Amazônia com gente dentro é a Amazônia que dá certo."
  3. "Bioeconomia é o nome técnico para uma palavra simples: oportunidade."
  4. "O óleo, a castanha e a borracha valem mais quando quem produz também ganha."
  5. "Povo tradicional não é tema de palestra. É vizinho de quem mora aqui."
  6. "A floresta de pé só faz sentido quando a família também está de pé."

Sobre Comunicação Responsável (25 a 30)

  1. "Comunicar bem é traduzir o que parece difícil para a linguagem da feira."
  2. "Dado sem fonte é fofoca pública. Fonte sem dado é palavra solta."
  3. "Informação clara é serviço público."
  4. "Comunicação séria não promete. Explica."
  5. "Quem comunica com responsabilidade não precisa gritar."
  6. "A melhor manchete é a verdade bem contada."

SEÇÃO 7: 12 Quadros de Conteúdo

A produção digital se organiza em formatos fixos e reconhecíveis, com identidade visual e ritmo próprios. Cada quadro tem objetivo, cenário, frequência e checklist específicos.

Quadro 1: Mirla Escuta

Objetivo: Dar voz à população sem mediação. Formato: documental de rua, 3 a 5 minutos. Cenário: bairros, feiras, ramais, comunidades. Frequência: semanal.

6 Ideias de Episódios: (1) Manhã de feira no Segundo Distrito; (2) Visita ao Canal da Maternidade; (3) Sala de espera de UPA; (4) Conversa com seringueiros no Alto Acre; (5) Mães na porta de escola; (6) Roda com pequenas comerciantes.

6 Headlines: "O que ouvi hoje no Segundo Distrito"; "A fila que não aparece nos boletins"; "Quem mora aqui sabe"; "Conversa sem roteiro com quem trabalha"; "O Acre que não cabe num press release"; "Cinco vozes em uma manhã".

Checklist: autorização verbal e termo de imagem; áudio testado; sem indução de resposta; cortes fiéis; entrega do material ao entrevistado quando solicitado.

Risco: parecer exploração de vulneráveis. Corte curto: uma frase forte do entrevistado em 30 segundos verticais.

Quadro 2: Voz da Mulher Acreana

Objetivo: Histórias reais de mulheres do Acre. Formato: entrevista curta com retrato. Cenário: casa, trabalho ou ponto de identidade. Frequência: quinzenal.

6 Ideias: mãe solo do interior; comerciante do bairro; enfermeira do interior; professora rural; mulher empreendedora; liderança comunitária.

6 Headlines: "Ela sustenta a casa há vinte anos"; "A enfermeira que faz turno dobrado"; "A primeira da família a se formar"; "A feira é dela, o sustento é deles"; "A mulher que ninguém vê"; "Uma vida em uma frase".

Risco: tom paternalista. Corte curto: citação da entrevistada com legenda visual.

Quadro 3: Acre da Vida Real

Objetivo: Problemas cotidianos do estado. Formato: mini reportagem documental. Frequência: semanal.

6 Ideias: alagamento de rua; ônibus lotado; espera de cirurgia; fila do laudo de TEA; comércio fechando portas; estrada de ramal.

Risco: denuncismo. Cuidado: sempre buscar resposta institucional pública antes de publicar.

Quadro 4: Minuto da Mirla

Objetivo: Traduzir dado público em linguagem simples. Formato: teleprompter, 60 a 90 segundos. Frequência: 3 vezes por semana.

6 Ideias: renda per capita do Acre; cirurgias do Opera Acre; IDEB do estado; feminicídio em dados; desmatamento; saneamento.

Risco: sair do dado. Cuidado: citar fonte na tela.

Quadro 5: Amazônia com Gente Dentro

Objetivo: Histórias humanas da Amazônia acreana. Formato: documental curto. Frequência: mensal.

6 Ideias: família de seringueiros; cooperativa de bioeconomia; rio que sustenta; ribeirinho e a escola; aldeia visitada com autorização; cadeia do óleo de copaíba.

Risco: turismo simbólico. Cuidado: sempre com convite formal e roteiro discutido com a comunidade.

Quadro 6: Mãe, Mulher e Recomeço

Objetivo: Maternidade, família, dor e superação. Formato: conversa íntima sem roteiro fechado. Frequência: mensal.

6 Ideias: mãe atípica; mãe solo; mulher que recomeçou depois da violência; viúva trabalhadora; mãe adotiva; avó cuidadora.

Cuidado: saúde mental da entrevistada acima de qualquer corte.

Quadro 7: Empreendedoras do Acre

Objetivo: Pequenas empreendedoras locais. Formato: herança do programa Acre S/A. Frequência: semanal.

6 Ideias: doceira de bairro; salão de beleza periférico; ateliê de costura; horticultora; artesã indígena com consentimento; loja de bairro de longa data.

Quadro 8: Interior no Centro

Objetivo: Comunidades distantes da capital. Formato: reportagem itinerante. Frequência: mensal.

6 Ideias: Brasileia; Jordão; Marechal Thaumaturgo; Sena Madureira; Feijó; Tarauacá.

Quadro 9: Café com Mirla

Objetivo: Conversas com lideranças comunitárias. Formato: mesa, café, microfone. Frequência: quinzenal.

6 Ideias: presidente de associação de bairro; pastora comunitária; líder indígena com autorização; cooperativista; mestre de cultura; agente de saúde.

Quadro 10: Palavra que Acolhe

Objetivo: Reflexão sobre fé, cuidado emocional e esperança. Formato: teleprompter curto, sem instrumentalização política da fé.

Cuidado: respeito a todas as denominações e às pessoas sem religião.

Quadro 11: O Que Eu Ouvi Hoje

Objetivo: Resumo diário das escutas populares. Formato: stories diários e reel semanal de fechamento.

Quadro 12: Do Problema à Conversa Pública

Objetivo: Apresentar uma dor, explicar o contexto e convidar para diálogo. Formato: carrossel de slides + vídeo de 90 segundos.

SEÇÃO 8: 60 Roteiros Prontos

Dividimos os 60 roteiros em seis blocos temáticos com 10 roteiros cada. Cada peça apresenta headline, gancho, versão de 45 segundos, versão de 90 segundos, sugestão de cena, pergunta para comentários e cuidado jurídico.

Bloco A: Mulheres (1 a 10)

  1. "A escuta começa pela mulher acreana." Gancho: "Quem é a mulher que sustenta a sua casa?" 45s: relato curto sobre dupla jornada e renda. 90s: somar dado do Sebrae sobre 23% dos pequenos negócios liderados por mulheres no Acre. Cena: feira pela manhã. Pergunta: "Você conhece uma mulher que precisa ser ouvida hoje?" Cuidado: pedir autorização para citar nome.
  2. "Mulher acreana de pé é Acre que avança." Gancho: imagem em close de mãos trabalhadoras. 45s: três falas curtas de mulheres reais. 90s: amarração com renda per capita do Acre. Cena: bairro periférico. Cuidado: termo de imagem.
  3. "O que a mulher do interior tem para nos ensinar." Cena: ramal em comunidade rural. Cuidado: respeito ao tempo da entrevistada.
  4. "A primeira da família a se formar." Gancho: convite à entrevistada. 90s: contexto da educação no Acre. Cena: porta da universidade.
  5. "Mulher empreendedora não pede licença, pede oportunidade." Cena: pequena loja de bairro.
  6. "Renda na mão da mulher muda a casa inteira." Dado: indicadores do Sebrae Delas.
  7. "Mulher que cuida também precisa ser cuidada." Pauta: saúde emocional.
  8. "O Acre tem 132 órfãos do feminicídio." Dado: OBSGênero/MP AC, 2018 a 2024. Cuidado: tom institucional, sem sensacionalismo.
  9. "Medida protetiva que chega tarde também é uma falha pública." Dado: 88% das vítimas sem medida protetiva.
  10. "A mulher acreana não está pedindo destaque. Está pedindo escuta." Cena: roda de conversa em centro de bairro.

Bloco B: Mães Solo (11 a 20)

  1. "Mãe solo é arrimo de família e ninguém fala disso." Cena: porta de creche. Cuidado: termo de imagem da criança somente com consentimento por escrito.
  2. "A mãe atípica tem uma jornada que poucos enxergam." Dado: 3,8 mil pessoas com TEA aguardando atendimento no Acre.
  3. "A fila do laudo de TEA não pode ser invisível." Dado: 1.500 crianças aguardando em Rio Branco.
  4. "Quem cuida sozinha precisa de uma rede pública que funcione." Cena: posto de saúde.
  5. "Saúde mental de mãe atípica é pauta pública." Cuidado: não expor diagnóstico de terceiros.
  6. "O Acre precisa enxergar suas mães solo." Cena: praça de bairro.
  7. "Ouvir a mãe é o primeiro passo do cuidado."
  8. "Quem é mãe sozinha sabe o valor de cada minuto."
  9. "O Estado deve ser rede de apoio, não obstáculo."
  10. "A maternidade real precisa estar nas estatísticas e nas políticas."

Bloco C: Saúde (21 a 30)

  1. "Cada R$ 1 em saneamento economiza R$ 5 em saúde." Fonte: literatura consolidada do setor.
  2. "O Opera Acre fez 11 mil cirurgias em 2025." Fonte: Sesacre.
  3. "A UPA Infantil é uma conversa pública necessária." Referência: experiência do Rio de Janeiro.
  4. "Falta médico no Acre porque falta atratividade para ficar." Contexto: lei Revalida.
  5. "Médico formado fora do país pode ajudar o Acre." Referência: lei Revalida Nacional, autoria do senador Alan Rick.
  6. "Saúde do interior é saúde do Acre." Cena: posto de comunidade rural.
  7. "Fila de cirurgia também é dor de família."
  8. "O Canal da Maternidade é um lembrete físico do saneamento que falta." Cuidado: contexto técnico.
  9. "Saúde é cuidado contínuo, não pronto socorro só."
  10. "Acesso à saúde de qualidade é dignidade básica."

Bloco D: Economia Local (31 a 40)

  1. "O Acre tem a terceira pior renda per capita do país." Fonte: PNAD/IBGE, 2025.
  2. "O comércio de rua precisa de incentivo fiscal." Referência: Mirla na Gazeta FM, 2026.
  3. "Pequeno negócio gera o emprego que aparece."
  4. "O empreendedor acreano pede regra clara, não favor."
  5. "Dependência de emprego público enfraquece o estado."
  6. "Bioeconomia é oportunidade real, não promessa vazia."
  7. "Óleo de copaíba é mercado de luxo no mundo."
  8. "O Acre precisa precificar seu próprio tamanho."
  9. "Acre S/A foi escola de empreendedorismo durante 12 anos."
  10. "A feira de bairro é o primeiro andar da economia do Acre."

Bloco E: Juventude (41 a 50)

  1. "Os jovens estão indo embora. O Acre precisa entender o porquê."
  2. "IDEB anos iniciais avançou para 5,8." Fonte: INEP.
  3. "Educação técnica é caminho real para a juventude do interior."
  4. "Primeiro emprego é porta. Vamos abri la."
  5. "Internet no interior é tema do agora, não do futuro."
  6. "Esporte e cultura também retêm talento."
  7. "Jovens do Acre são gente preparada que merece um motivo para ficar."
  8. "Os jovens não estão dispersos. Estão esperando."
  9. "A juventude do interior tem mais a dizer do que o algoritmo mostra."
  10. "Formação sem mercado é frustração."

Bloco F: Interior (51 a 60)

  1. "O Acre não termina em Rio Branco."
  2. "Ramais são endereços de gente que paga imposto."
  3. "Ribeirinho é acreano. Indígena é acreano."
  4. "BR 364 é a vida da logística do Acre."
  5. "O interior pede agenda própria, não migalha."
  6. "Cruzeiro do Sul é um Acre dentro do Acre."
  7. "Sena Madureira tem voz, tem rio, tem história."
  8. "O agricultor familiar é base, não nota de rodapé."
  9. "Toda escuta institucional precisa de uma agenda no interior."
  10. "A dignidade tem que chegar até o último ramal."

SEÇÃO 9: Mockups Visuais do Site

Os mockups indicam como cada página pública deve se comportar visualmente, em desktop e mobile. As versões finais devem ser produzidas pelo time de design respeitando paleta verde profundo, dourado, bege e azul institucional.

Mockup 1: Página Inicial

Hero com foto de Mirla, frase central sobre escuta e Acre, 4 botões. Abaixo: 3 cards de eixos (Quem é Mirla, Diagnóstico do Acre, Plano de Conteúdo). Versão mobile: hero empilhado, botões em coluna.

Mockup 2: Biografia

Foto vertical, linha do tempo com seis pontos (1979 nascimento, infância em Rio Branco, 2005 Acre S/A, 2017 imersão Disney, 2018 finalista Sebrae, presidência da Câmara de Bioeconomia). Citações em bloco. Botão de download da versão em PDF da biografia institucional.

Mockup 3: O Acre que Precisa Ser Ouvido

Página em grid de 12 cards temáticos, cada um com número chave, breve descrição e link para fonte. Mobile: cards em coluna, com ícones e botão de "ouvir relato".

Mockup 4: Bandeiras

Grid de 8 cards com ícone, frase e link. Página de detalhe por bandeira com dores conectadas, frases seguras e perguntas para escuta.

Mockup 5: Quadros de Conteúdo

Galeria de 12 quadros com cover, descrição e link para episódios mais recentes.

Mockup 6: Plano Editorial

Visualização tipo timeline com 13 semanas, fases coloridas e cards de tema.

Mockup 7: Evidências e Fontes

Tabela acessível e filtrável com fonte, tema, ano e link público.

Mockup 8: Próximos Passos

Roteiro visual de 30 dias com tarefas, responsáveis e marcos.

Mockup 9: Escuta Popular com Formulário

Formulário institucional com campos: nome, município, categoria do relato, descrição, autorização para uso informativo.











Mockup 10: Agenda Pública

Calendário com compromissos institucionais públicos, locais e formato (presencial ou digital).

SEÇÃO 10: Plano Editorial de 90 Dias

O plano divide os 90 dias em três fases. Cada semana indica tema, formatos e cuidados específicos.

Fase 1 (Semanas 1 a 4): Escuta e Reconhecimento

Semana Tema central Formatos principais
1 Apresentação institucional e abertura da escuta 2 vídeos teleprompter, 5 stories, 1 reel, carrossel "Por que escutar", 1 live de abertura, bastidor da equipe, frase do dia, conteúdo de rua no bairro de origem, dado IBGE de população, história humana da mãe seringueira.
2 Mulher acreana e violência baseada em gênero 2 vídeos de escuta, reels com dados do OBSGênero, carrossel sobre rede de proteção, frase forte, bastidor da gravação, história humana com termo de imagem.
3 Saúde pública e fila 2 vídeos na porta de UPA, reels com dado de Opera Acre, carrossel sobre saneamento, frase, conteúdo na rua próxima a hospital, história humana de espera.
4 Interior e ramais 2 vídeos itinerantes, reels de bastidor, carrossel sobre BR 364, frase, conteúdo de rua em comunidade rural, história humana de morador do ramal.

Fase 2 (Semanas 5 a 9): Autoridade e Causas

Semana Tema central Formatos principais
5 Mães atípicas e fila do TEA Vídeo de escuta com mãe (com autorização), Minuto da Mirla com dado, carrossel didático, frase, história humana, live com profissional de saúde.
6 Empreendedorismo e economia da vida real Empreendedoras do Acre x 2, reels com dado Sebrae, carrossel sobre incentivo fiscal de rua, frase, history humana, live com pequena empreendedora.
7 Saneamento e infraestrutura Minuto da Mirla com marco legal de 2020, Acre da Vida Real no Canal da Maternidade, carrossel didático, frase, história humana de morador de bairro alagado.
8 Bioeconomia e Amazônia com gente dentro Vídeo na FIEAC, Minuto da Mirla sobre óleo de copaíba, carrossel sobre povos tradicionais com autorização, frase, história humana de cooperativa.
9 Juventude e êxodo Conversas com jovens no centro e no interior, Minuto da Mirla com IDEB, carrossel sobre primeiro emprego, frase, história humana.

Fase 3 (Semanas 10 a 13): Presença Pública e Escala Informativa

Semana Tema central Formatos principais
10 Consolidação da pauta "Acre que cuida" Especial UPA Infantil com referência da experiência do Rio de Janeiro, Minuto da Mirla, carrossel, frase, história humana.
11 Consolidação da pauta "Amazônia com gente dentro" Especial bioeconomia, carrossel sobre cadeias produtivas, frase, história humana de família tradicional.
12 Consolidação da pauta "Mulher acreana de pé" Especial com três mulheres de regiões diferentes, Minuto da Mirla, carrossel, frase.
13 Balanço público dos 90 dias Reel resumo, carrossel transparência, live de balanço, frase, agradecimento ao público.

SEÇÃO 11: Plano de Equipe

Funções, responsabilidades, entregáveis, frequência, padrão de qualidade e risco a evitar.

João Mendes (Estrategista geral)

Responsabilidade: coordenação geral, garantia institucional, articulação com Mirla e parceiros. Entregáveis semanais: reunião de alinhamento, ata e plano da semana. Frequência: contínua. Padrão: documento por escrito, registro de decisões. Risco: centralizar decisões sem registro.

Mirla Miranda

Responsabilidade: presença pública, escuta direta, validação de pauta. Entregáveis: 3 vídeos teleprompter, 2 escutas de rua e 1 live por semana. Padrão: linguagem clara, fonte citada. Risco: sobrecarga.

Social media

Responsabilidade: calendário, copy, publicação, monitoramento. Entregáveis: calendário semanal, relatório quinzenal. Padrão: revisão antes de publicar. Risco: publicar sem revisão.

Videomaker

Responsabilidade: captação. Entregáveis: brutos diários organizados em pasta. Padrão: áudio testado, foco e luz adequados. Risco: perder áudio em rua.

Editor

Responsabilidade: edição com identidade visual. Entregáveis: 4 reels e 2 longos por semana. Padrão: legenda, citação de fonte na tela. Risco: corte fora de contexto.

Tráfego pago

Responsabilidade: impulsionamento dentro da legislação. Entregáveis: relatório semanal. Risco: impulsionamento irregular.

Assessor jurídico

Responsabilidade: compliance eleitoral e direito de imagem. Entregáveis: parecer por pauta sensível. Risco: aprovação informal.

Assessor de imprensa

Responsabilidade: relacionamento com veículos públicos e locais. Entregáveis: 1 release por semana. Padrão: dado com fonte.

Equipe de rua

Responsabilidade: logística de campo e termo de imagem. Entregáveis: termos assinados, relatório de campo. Risco: gravar sem autorização.

Designer

Responsabilidade: identidade visual e thumbnails. Padrão: paleta institucional.

Fotógrafo

Responsabilidade: banco de imagens institucional. Risco: imagem desatualizada.

Gestor de comunidade

Responsabilidade: mensagens diretas, comentários e acolhimento ao público que envia relatos. Risco: esquecer relatos sensíveis.

SEÇÃO 12: Banco de 100 Perguntas para Rua

Perguntas abertas, sem viés, organizadas por público.

Mulheres (1 a 10)

  1. O que mais pesa hoje na sua rotina?
  2. Quando você procurou ajuda pública, foi ouvida?
  3. Qual cuidado você gostaria de receber e não recebe?
  4. Você se sente segura no seu trajeto para casa?
  5. Como está a sua saúde emocional?
  6. Você conhece os canais de proteção à mulher na sua cidade?
  7. O que falta para você empreender ou crescer no trabalho?
  8. Quem cuida de você quando você cuida de todos?
  9. Quais decisões públicas fariam a sua vida mais leve?
  10. Se você pudesse mudar uma coisa no Acre, qual seria?

Mães (11 a 20)

  1. Como foi a sua última experiência em um posto de saúde com seu filho?
  2. Quanto tempo você espera por uma consulta com pediatra?
  3. O que mais te ajuda no dia a dia da maternidade?
  4. Você já precisou faltar ao trabalho pelo cuidado com a criança?
  5. Como sua família participa do cuidado?
  6. Se você é mãe atípica, como tem sido a fila do laudo?
  7. O que falta na escola do seu filho hoje?
  8. Qual ajuda pública faria diferença real?
  9. Como está o seu sono?
  10. Como você gostaria de ser ouvida pelo poder público?

Jovens (21 a 30)

  1. O que te segura no Acre?
  2. Você pensa em ir embora? Por quê?
  3. Como está a sua busca por primeiro emprego?
  4. Qual oportunidade faz diferença na sua vida hoje?
  5. O que falta em formação técnica na sua cidade?
  6. Você tem acesso à internet estável?
  7. O que cultura, esporte e lazer significam para você?
  8. Quem é referência pública para você no Acre?
  9. Que dúvida você tem sobre carreira?
  10. O que você precisa que a política pública pare de fazer?

Comerciantes (31 a 40)

  1. Como foi o seu último mês de vendas?
  2. O que mais pesa no custo do seu negócio?
  3. Como é a sua relação com o digital?
  4. Que tipo de incentivo faria diferença real?
  5. O que falta de infraestrutura no seu entorno?
  6. Você teve que cortar funcionários este ano?
  7. Como é a sua experiência com burocracia local?
  8. O que você gostaria de pedir publicamente?
  9. O que te dá esperança no seu setor?
  10. Como o seu negócio pode crescer com o que existe hoje?

Professores (41 a 48)

  1. Quais são as três maiores dores da escola onde você atua?
  2. O que mais ajuda você a ensinar?
  3. Como está a saúde mental do corpo docente?
  4. Que apoio à formação faz diferença?
  5. Como anda a relação com famílias?
  6. O que falta de infraestrutura?
  7. Como podemos amplificar a voz dos professores?
  8. Que reconhecimento público importa para você?

Profissionais de saúde (49 a 56)

  1. Como está a sua jornada de trabalho?
  2. O que mais falta na sua unidade?
  3. Como é a relação com a fila?
  4. O que ajudaria a reter profissionais no Acre?
  5. Como está a sua saúde mental?
  6. O que precisa mudar na atenção primária?
  7. Quais experiências de boa prática você conhece?
  8. O que precisamos comunicar melhor ao público?

Moradores do interior (57 a 66)

  1. Como está o seu ramal hoje?
  2. Quanto tempo você gasta para chegar ao posto de saúde?
  3. Como funciona a escola da sua comunidade?
  4. Quais serviços públicos faltam aí?
  5. Como é a sua relação com a cidade mais próxima?
  6. Quem ouve a comunidade aqui?
  7. O que muda quando chove?
  8. Como vocês se organizam coletivamente?
  9. O que falta de informação chegar até aqui?
  10. O que vocês gostariam de mostrar para o resto do estado?

Agricultores (67 a 74)

  1. Como é a sua produção este ano?
  2. Que custo tem pesado mais?
  3. Você tem assistência técnica?
  4. Como é a logística para escoar a produção?
  5. O que falta para agricultura familiar?
  6. O que dá certo no seu trabalho?
  7. O que você gostaria que o Brasil conhecesse do produtor acreano?
  8. Como você vê a relação com o meio ambiente no seu dia a dia?

Líderes comunitários (75 a 84)

  1. Quais as três dores principais da sua comunidade?
  2. Quem participa das reuniões aqui?
  3. O que vocês conseguiram organizar coletivamente?
  4. O que falta de apoio público?
  5. Como é a comunicação com o poder público?
  6. O que vocês gostariam de tornar visível?
  7. Quem você quer apresentar para o Acre?
  8. Quais boas práticas merecem ser conhecidas?
  9. Quais riscos preocupam vocês?
  10. Qual mensagem você daria ao poder público hoje?

Idosos (85 a 92)

  1. Como é a sua rotina de cuidados?
  2. Quem te acompanha em consultas?
  3. Como anda a sua aposentadoria?
  4. O que mais ajudaria você a viver melhor?
  5. Que tipo de companhia faz diferença?
  6. Como você gostaria de ser ouvido pelo poder público?
  7. O que mudou no Acre desde a sua juventude?
  8. Que história você ainda quer contar?

Periferia (93 a 100)

  1. Como está o seu bairro hoje?
  2. Quais serviços públicos funcionam aqui?
  3. O que falta para sua família dormir tranquila?
  4. Como é a sua relação com a escola da comunidade?
  5. Que oportunidades existem para os jovens daqui?
  6. Que rede de apoio existe aqui?
  7. O que você queria que o poder público enxergasse?
  8. Qual é a maior força do seu bairro?

SEÇÃO 13: Banco de 200 Headlines

Headlines curtos, fortes, sem promessa e sem ataque, organizados por categoria temática.

Dor (1 a 15)

  1. "A fila que ninguém vê continua existindo"
  2. "A dor que não cabe num relatório"
  3. "O Acre que dói também é o Acre que ensina"
  4. "Quando esperar vira rotina"
  5. "A dor que não tem fonte oficial"
  6. "O peso de quem cuida sozinha"
  7. "A casa que se sustenta sozinha"
  8. "O custo invisível de cada espera"
  9. "O silêncio que precisa virar pauta"
  10. "A dor que pede escuta, não palanque"
  11. "O que machuca também é informação pública"
  12. "A dor real precisa ter endereço público"
  13. "Quando o cuidado falta, a dor se organiza"
  14. "A dor das mães atípicas é uma dor coletiva"
  15. "A dor da fila é a dor de toda a família"

Escuta (16 a 30)

  1. "Antes de falar, escutar"
  2. "Escuta como primeiro ato público"
  3. "Quem escuta, decide melhor"
  4. "Escuta de rua é base de política séria"
  5. "Escuta itinerante é cuidado preventivo"
  6. "Conversar é forma de respeito"
  7. "Ouvir o Acre profundo é tarefa pública"
  8. "Escuta sem agenda fechada"
  9. "Escuta com tempo, não com pressa"
  10. "Cada relato vale como evidência"
  11. "Escuta vira pauta, pauta vira política"
  12. "Escuta da mulher é prioridade hoje"
  13. "Escuta do interior é dívida pública"
  14. "Escuta com fonte, escuta com cuidado"
  15. "Escuta como método, não como evento"

Mulher (31 a 45)

  1. "Mulher acreana de pé"
  2. "A mulher acreana sustenta o Acre"
  3. "Mulher escutada, casa mais segura"
  4. "O Acre tem 132 órfãos do feminicídio"
  5. "Mulher empreendedora é base econômica"
  6. "Mãe solo merece rede pública real"
  7. "A saúde da mulher importa todos os dias"
  8. "Mulher do interior merece o mesmo cuidado"
  9. "Mulher acreana não pede destaque, pede direito"
  10. "Mulher protegida, comunidade mais forte"
  11. "A voz da mulher acreana ainda é subestimada"
  12. "Quem cuida da mãe, cuida do Acre"
  13. "Mulher rural, mulher visível"
  14. "Mulher idosa também precisa de escuta"
  15. "A mulher acreana ensina o Brasil"

Acre (46 a 60)

  1. "O Acre que precisa ser ouvido"
  2. "Acre acima do clichê"
  3. "Acre tem 22 municípios e cada um conta"
  4. "Acre é gente, não só floresta"
  5. "Acre é fronteira e família ao mesmo tempo"
  6. "Acre como estado da escuta"
  7. "Acre tem cinco fronteiras simbólicas"
  8. "Acre é trabalho, fé e cuidado"
  9. "Acre tem voz no Brasil"
  10. "Acre quer ser ouvido na fonte"
  11. "Acre não cabe em uma manchete"
  12. "Acre vive, Acre escuta, Acre decide"
  13. "Acre é mais que estatística"
  14. "Acre da capital, Acre dos ramais"
  15. "Acre que se reconhece"

Interior (61 a 75)

  1. "O interior tem voz, falta microfone"
  2. "Interior ouvido é estado mais forte"
  3. "A dignidade tem que chegar ao último ramal"
  4. "Interior não é distância, é Acre"
  5. "Comunidade rural é Acre que produz"
  6. "Ribeirinho merece a mesma rede"
  7. "Indígena no Acre é acreano de origem"
  8. "Interior precisa de logística, não de palco"
  9. "BR 364 é fio da vida do estado"
  10. "Interior tem escola, tem posto, tem voto"
  11. "Interior tem cultura, tem fé, tem futuro"
  12. "Interior fala, capital escuta"
  13. "Interior do Acre ensina o Brasil"
  14. "O ramal também é endereço público"
  15. "O interior ainda paga conta da capital"

Amazônia (76 a 90)

  1. "Amazônia com gente dentro"
  2. "A Amazônia respira pelo Acre"
  3. "A Amazônia é casa antes de ser pauta"
  4. "A Amazônia tem rosto humano"
  5. "Bioeconomia é oportunidade, não slogan"
  6. "O óleo de copaíba é mercado de luxo"
  7. "Floresta de pé com família de pé"
  8. "A Amazônia também tem comerciante"
  9. "A Amazônia também tem sala de aula"
  10. "A Amazônia é a economia do amanhã"
  11. "A Amazônia precisa de mais escuta institucional"
  12. "Amazônia em dados e em histórias"
  13. "A Amazônia exige cuidado e respeito"
  14. "A Amazônia ensina o que é tempo"
  15. "A Amazônia precisa de quem mora dentro"

Mãe solo (91 a 105)

  1. "Mãe solo é arrimo silencioso"
  2. "A mãe solo do Acre carrega muito"
  3. "Mãe atípica é jornada coletiva"
  4. "A fila do laudo de TEA é fila pública"
  5. "A mãe solo precisa de uma rede que funcione"
  6. "Quem cuida sozinha não pode ser invisível"
  7. "Saúde mental da mãe é saúde pública"
  8. "A mãe do interior precisa de mais perto"
  9. "A mãe atípica não escolhe, sustenta"
  10. "A mãe solo do Acre quer escuta, não pena"
  11. "Maternidade real merece política real"
  12. "A creche pública também é cuidado com a mãe"
  13. "Mãe solo na periferia é prioridade pública"
  14. "A mãe atípica também precisa dormir"
  15. "A mãe solo é parte do PIB que não aparece"

Família (106 a 117)

  1. "Família é base do cuidado"
  2. "Família é onde a vida começa"
  3. "Famílias do Acre são plurais"
  4. "Família é trabalho compartilhado"
  5. "Família é também rede pública"
  6. "Família ensina o que a política aprende"
  7. "Família com fé, família com respeito"
  8. "Família é a primeira escola"
  9. "Família como tema sério, sem instrumento"
  10. "Família e Estado precisam dialogar"
  11. "Família é base de toda escuta"
  12. "Família acreana é também fronteira"

Fé (118 a 127) , com cuidado

  1. "Fé acolhe, fé não exclui"
  2. "Fé como cuidado, não como palanque"
  3. "Fé é dimensão da vida, não bandeira eleitoral"
  4. "Fé com responsabilidade pública"
  5. "Fé respeitada é diversidade respeitada"
  6. "Fé e dignidade caminham juntas"
  7. "Fé pessoal, política plural"
  8. "Fé como ética, não como campanha"
  9. "Fé silenciosa também conta"
  10. "Fé que escuta é fé que cuida"

Economia (128 a 142)

  1. "O Acre tem a terceira pior renda do país"
  2. "Economia da vida real começa na rua"
  3. "Pequeno negócio é base de emprego"
  4. "Empreendedora do Acre precisa de incentivo"
  5. "Comércio de rua precisa de regra clara"
  6. "Bioeconomia gera renda real"
  7. "Acre não pode depender só do emprego público"
  8. "Pequeno empreendedor pede menos burocracia"
  9. "Economia local é o primeiro andar do estado"
  10. "O acreano que abre a porta sustenta o estado"
  11. "Mulher empreendedora movimenta o Acre"
  12. "O Sebrae registrou recorde de mulheres empreendedoras"
  13. "Custo de logística pesa em cada produto"
  14. "BR 364 é tema econômico, não só de obra"
  15. "O Acre precisa precificar seu próprio valor"

Saúde (143 a 157)

  1. "Saúde de qualidade é dignidade básica"
  2. "Cada R$ 1 em saneamento economiza R$ 5 em saúde"
  3. "Opera Acre fez 11 mil cirurgias em 2025"
  4. "UPA Infantil é conversa pública necessária"
  5. "Lei do Revalida é alívio para o Acre"
  6. "Médico que fica é médico bem cuidado"
  7. "Fila de cirurgia também é dor de família"
  8. "Saneamento é saúde preventiva"
  9. "Atenção primária ainda precisa ser ampliada"
  10. "Saúde mental também é saúde pública"
  11. "O interior precisa de mais médicos itinerantes"
  12. "A mãe atípica precisa de terapia ocupacional"
  13. "Saúde pública precisa de transparência de dados"
  14. "Mortalidade infantil ainda exige atenção"
  15. "Saúde é tema diário, não só de campanha"

Juventude (158 a 172)

  1. "Os jovens do Acre querem ficar com motivo"
  2. "IDEB anos iniciais avançou para 5,8"
  3. "Primeiro emprego é prioridade pública"
  4. "Internet no interior é direito de hoje"
  5. "Esporte e cultura também retêm talento"
  6. "Educação técnica é caminho real"
  7. "Jovens da periferia também são pauta"
  8. "O êxodo da juventude tem causa, não acaso"
  9. "Jovens precisam de espaço para falar"
  10. "Acre tem cérebro, falta cenário"
  11. "Jovem mãe também é jovem"
  12. "Jovem indígena também é jovem do Acre"
  13. "Formação sem mercado é frustração"
  14. "Jovens querem ser cidadãos, não público"
  15. "A juventude do Acre é parte do plano, não nota"

Esperança (173 a 186)

  1. "O Acre tem futuro com escuta"
  2. "Esperança com método também é política"
  3. "O Acre que cuida é Acre que cresce"
  4. "Esperança que se planeja"
  5. "Esperança com fonte pública"
  6. "Esperança não é promessa, é base de trabalho"
  7. "O Acre desponta quando escuta antes de prometer"
  8. "Esperança no interior é Acre inteiro"
  9. "Esperança que vira agenda"
  10. "Esperança da mulher acreana é força do estado"
  11. "Esperança em dados, esperança em pessoas"
  12. "Esperança como rotina, não como exceção"
  13. "Esperança que escuta para depois agir"
  14. "Esperança que respeita o tempo do povo"

Vida Real (187 a 200)

  1. "A política séria mora na vida real"
  2. "A vida real do Acre cabe em escuta"
  3. "Vida real é mais que indicador"
  4. "Vida real é casa, fila, trabalho e fé"
  5. "Vida real é o que aparece na rua"
  6. "Vida real é a pauta que importa"
  7. "Vida real é o que pede tempo"
  8. "Vida real é o que decide a eleição com responsabilidade"
  9. "Vida real é o Acre que produz, cria e sustenta"
  10. "Vida real é também o cuidado emocional"
  11. "Vida real é a economia da feira"
  12. "Vida real é a sala de aula que funciona"
  13. "Vida real é o ramal cuidado"
  14. "Vida real é a Mirla Miranda em escuta pública"

SEÇÃO 14: Regras de Segurança e Compliance Institucional

Estas 14 regras orientam toda a produção pública. Em caso de dúvida, sempre acionar o assessor jurídico antes de publicar.

O que NÃO Fazer

  1. Não atacar adversários políticos. A postura é institucional e construtiva, mesmo em divergência pública.
  2. Não prometer obras, recursos federais ou benefícios diretos. O tom é de escuta e formulação, não de promessa.
  3. Não utilizar estatísticas sem citar claramente a fonte governamental ou acadêmica. Dado sem fonte é boato.
  4. Não explorar o sofrimento humano de forma apelativa ou sensacionalista. A escuta humaniza, não espetaculariza.
  5. Não parecer uma campanha artificial. O foco é escutar e organizar pautas, não simular afeto.
  6. Não depender da imagem do irmão senador. A presença pública precisa nascer do trabalho próprio.
  7. Não usar linguagem de salvadora ou heroína. A política responsável é coletiva.
  8. Não fingir intimidade com dores que precisam ser ouvidas. O tom adequado é o do respeito profissional.
  9. Não transformar fé em instrumento político. A fé é dimensão pessoal e plural, não palanque.
  10. Não gravar pessoas vulneráveis sem autorização formal e documentada.
  11. Não usar crianças sem consentimento por escrito de pais ou responsáveis. Termo arquivado pela equipe jurídica.
  12. Não impulsionar conteúdo irregular ou em desacordo com a legislação eleitoral.
  13. Não usar falas que possam parecer compra de apoio, troca de favores ou clientelismo.
  14. Não criar promessas personalizadas para grupos específicos. As pautas são públicas e gerais.

SEÇÃO 15: Relação Institucional com Alan Rick

A força familiar e institucional existe, mas a presença pública de Mirla precisa nascer da escuta direta do povo acreano. Esta seção orienta como tratar o tema com sobriedade e respeito.

"Mirla tem trajetória própria e conhece de perto os bastidores da vida pública, mas sua voz precisa nascer da escuta direta do povo acreano."

Contexto institucional sobre Alan Rick

Cuidados ao tratar a imagem do irmão

  1. Não usar Alan Rick como atalho de autoridade. Mirla tem credenciais próprias.
  2. Não falar pelo Senador. Cada um responde por sua agenda.
  3. Não confundir agenda institucional do mandato senatorial com agenda informativa de Mirla.
  4. Não fazer fotos sistemáticas com o irmão em todos os conteúdos. A presença é eventual e institucional.
  5. Não permitir que conteúdo de Mirla seja interpretado como extensão de mandato. A linha precisa estar clara.

Oportunidades narrativas saudáveis

  1. Convivência familiar como referência de valores e respeito público.
  2. Compromisso histórico da família com o Acre, sem hierarquia entre os irmãos.
  3. Pautas comuns por afinidade temática, citadas com atribuição correta.
  4. Memória pública (Mirla foi quem trouxe o irmão para a televisão, conforme relato dela em áudio).
  5. Diálogo sobre políticas estruturais (saneamento, saúde, Revalida) com fontes públicas e atribuição clara.

SEÇÃO 16: Entrega Final, Resumo Executivo e Próximos Passos

Resumo executivo

Este documento apresenta uma estratégia institucional baseada em escuta, evidências e responsabilidade pública para Mirla Miranda, no Acre. A estratégia organiza biografia, autoridade técnica, diagnóstico do estado, mapa de bandeiras, arquitetura narrativa, 12 quadros de conteúdo, 60 roteiros, 100 perguntas de rua, 200 headlines, plano editorial de 90 dias, plano de equipe, regras de segurança e tratamento institucional da relação familiar com o senador Alan Rick.

O posicionamento central é o de uma comunicadora acreana com 25 anos de trajetória, mãe atípica, ex porta voz do governo do Acre e atual presidente da Câmara Técnica de Bioeconomia da FIEAC, com capacidade de traduzir dados públicos em conversas humanas e responsáveis.

O diagnóstico do Acre se ancora em dados públicos do IBGE, INEP, OBSGênero/MP AC, MapBiomas, Sebrae e da Sesacre, conforme links indicados em cada seção.

As regras de segurança e compliance asseguram que toda a produção pública respeite a legislação eleitoral e princípios de comunicação responsável.

O próximo passo é a reunião estratégica de validação com Mirla e equipe, dentro dos 30 dias seguintes à entrega deste documento.

Plano de ação dos primeiros 30 dias

Semana Ações
1 Reunião de validação com Mirla e equipe. Aprovação das 8 bandeiras. Definição do calendário das 4 primeiras semanas. Validação jurídica preliminar.
2 Definição do banco de fontes e dossiê executivo. Treinamento da equipe de rua. Produção do material piloto dos quadros Mirla Escuta e Minuto da Mirla.
3 Lançamento institucional da primeira semana de escuta. Primeiros 6 conteúdos publicados com fonte visível. Primeira live de abertura.
4 Relatório de aprendizados e ajuste do plano editorial. Validação dos temas das 4 semanas seguintes.

Checklist de gravações

  1. Termo de imagem assinado por todos os entrevistados adultos.
  2. Termo específico para participação de crianças, assinado por responsável.
  3. Verificação prévia de áudio e bateria das câmeras.
  4. Definição de cenário fixo do Minuto da Mirla.
  5. Roteiro escrito da pauta e checagem da fonte do dado citado.
  6. Plano B em caso de chuva ou imprevisto logístico.
  7. Brutos arquivados em pasta com data e local.
  8. Edição com legenda de fonte na tela.
  9. Revisão jurídica antes da publicação de pauta sensível.
  10. Resposta institucional ao entrevistado depois da publicação.

Checklist de pesquisa

  1. Consulta atualizada ao Panorama IBGE Acre.
  2. Consulta ao INEP para indicadores educacionais.
  3. Consulta ao MapBiomas para dados ambientais.
  4. Consulta ao OBSGênero do MP AC para indicadores de violência.
  5. Consulta ao Sebrae Acre para indicadores de empreendedorismo.
  6. Consulta à Sesacre para programas de saúde em curso.
  7. Consulta a portais municipais para dados locais.
  8. Pesquisa de notícias em veículos acreanos confiáveis.
  9. Pesquisa em decisões públicas e diários oficiais.
  10. Atualização semanal do dossiê com data da última verificação.

Checklist de equipe

  1. Funções atribuídas formalmente.
  2. Cronograma de reuniões fixas.
  3. Padrão de qualidade documentado.
  4. Política de aprovação jurídica antes da publicação.
  5. Política de privacidade de dados sensíveis.
  6. Plano de backup técnico (servidor, arquivos, equipamentos).
  7. Política de cuidado emocional da equipe.
  8. Treinamento periódico de escuta ativa e respeito a vulneráveis.
  9. Definição clara de canais de crise reputacional.
  10. Avaliação trimestral de resultados e ajustes.

Checklist de fontes

  1. Fonte sempre citada na tela em vídeos com dado.
  2. Fonte sempre linkada em publicações de redes.
  3. Banco de fontes atualizado e disponível à equipe.
  4. Hierarquia de confiabilidade: dado oficial primeiro, levantamento acadêmico segundo, reportagem terceiro.
  5. Verificação dupla em dados sensíveis (saúde, segurança, indicadores sociais).
  6. Não usar dado sem data e órgão emissor.
  7. Sempre indicar período de referência (ex: PNAD 2025, MapBiomas 2024).
  8. Atualização periódica em caso de revisão pela fonte.
  9. Registro do print da fonte original arquivado.
  10. Padrão de citação curta e legível.

Checklist de riscos

  1. Risco de exposição de menor de idade.
  2. Risco de uso indevido de imagem.
  3. Risco de promessa eleitoral implícita.
  4. Risco de tom paternalista.
  5. Risco de dependência da imagem do irmão senador.
  6. Risco de uso de dado desatualizado.
  7. Risco de instrumentalização da fé.
  8. Risco de tom de salvadora ou de heroína.
  9. Risco de impulsionamento irregular de conteúdo.
  10. Risco de fala de equipe contradizer a fala oficial.

Próximos passos para reunião com Mirla

  1. Apresentação consolidada do diagnóstico de Mirla e do Acre.
  2. Aprovação ou ajustes nas 8 bandeiras institucionais.
  3. Definição do cenário fixo dos quadros e da paleta visual final.
  4. Alinhamento sobre tratamento institucional do tema família e do irmão senador.
  5. Validação do calendário das 13 semanas e do plano de equipe.
  6. Definição da governança jurídica e de aprovação de conteúdo sensível.
Documento Estratégico Institucional | Mirla Miranda | Maio de 2026
Preparado por João Mendes

ANEXO A: Transcrições dos Áudios

Nota: As transcrições foram geradas a partir dos áudios originais. Material para uso estratégico interno da equipe.

Áudio 1: Acre, agricultura familiar e agronegócio

"Bem, o Acre, como tem todas as cidades voltadas pra floresta, mas nós temos agricultura familiar, nós precisamos também dar atenção para os municípios. Só que fazer campanha no município é muito caro, as pessoas se vendem nos municípios. E só que eu tenho que ter bandeira pro agro, porque eu sou agro, eu acredito no agronegócio, eu acredito nisso, mas essa é uma pauta que tem que tá junto com as coisas que eu acredito, mas ela não é a mais estratégica."

Áudio 2: Médicos no Acre e lei Revalida Nacional

"E aí os médicos que a gente tem aqui são médicos que são poucos os que ficam aqui, né? E a gente tem muitos médicos formados no exterior, porque a gente tem a Bolívia aqui do lado e muitos alunos estudam na Bolívia. Eles têm que passar por todo um exame... é uma lei nacional que o meu irmão, quando deputado federal, se tornou autor da lei, que solicita duas provas por ano, pra que esses alunos de lugares como Bolívia, Argentina, Paraguai e tal, que se formam em outros estados de fronteira com o Brasil, tenham a oportunidade também de poder atuar como médicos. Antes a prova era feita uma vez só por ano. E o que que esses médicos faziam? Viravam Uber, viravam qualquer coisa, eles tinham que se sustentar, porque tem que ter o CRM brasileiro."

Áudio 3: Saneamento básico no Acre

"Eu sonho também com um projeto que o Alan tem, que é o projeto que eu tenho que pegar carona nos projetos dele, porque são projetos muito bons e que são necessários pro estado do Acre, como é o do saneamento básico. Em 2020, o presidente Jair Bolsonaro, ele assinou o marco legal do saneamento básico, onde 99% das cidades brasileiras têm que fornecer água tratada e 90% de esgotamento sanitário adequado. Hoje, pra cês terem ideia, o Acre, todo o estado do Acre tem menos de 1% de saneamento básico, e isso nos leva ao século passado... nós temos aí, por exemplo, o esgoto do canal da maternidade a céu aberto... a cada um real que cê investe em saneamento básico, cê economiza cinco em saúde."

Áudio 4: Quem é Mirla

"A Mirla, quem é a Mirla? Eu sou nascida em Boca do Acre, no Amazonas, um erro de logística, porque minha mãe tava grávida e foi pra lá e eu acabei nascendo lá. Meus irmãos são de Rio Branco... Nós nascemos num lar disfuncional, meus pais se separaram. Meu pai cearense, veio do Ceará... Conheceu minha mãe na cidade de Sena Madureira... Minha avó levou a gente pra igreja, ainda criança, e na igreja a gente construiu nossa história com Cristo..."

Áudio 5: UPA Infantil

"Então a minha causa voltada pra essas figuras maternas é muito forte. Aqui nós temos UPAs, né? As Unidades de Pronto Atendimento. Só que não tem no Acre uma UPA infantil, e eu conheci a UPA infantil no Rio de Janeiro... Eu não sei, isso nasceu no meu coração... eu quero montar as UPAs infantis no Acre. 'Mas Mirla, é possível?' É, tem recurso federal pra isso. O que que acontece? A gente não tem pediatra suficiente... Os médicos se formam aqui e vão embora do Acre."

Áudio 6: Empreendedorismo, emprego público e segurança no Acre

"Por que que a Mirla falava de empreendedorismo naquela época? O Acre tem uma dependência do emprego público. Ou seja, todo mundo aqui quer ser funcionário público, todo mundo quer ter uma boquinha, um cargo no governo. E essa é uma dependência aqui, ou no governo, ou todo mundo quer trabalhar no judiciário, ou quer trabalhar na prefeitura, ou quer trabalhar em órgão público, federal ou estadual ou municipal. O negócio é o emprego público. Então isso é uma coisa muito enraizada no Brasil e no Acre é muito forte por conta da dependência do repasse do governo federal. Hoje 70% da renda do Acre vem de repasse do governo federal. Então é uma dependência financeira muito grande. Aqui os bolsões são gigantes. Também temos vários problemas que aqui eu não posso ficar falando sobre segurança pública, porque a cidade é dominada pelo tráfico, dominada por facções, então é um tema que a gente tem que debater com muito cuidado, mas eu tenho trabalhado muito a isso, né? Eu tenho um jeito nícolas de lidar com polêmica, então eu coloco minha própria equipe pra me fazer perguntas muito difíceis. O que eu não sei, eu pesquiso, treino e vou pra cima. E o programa de empreendedorismo me deu aqui em Rio Branco, mais. Nos municípios eu não sou conhecida, eu sou muito conhecida na capital, onde tem a maior concentração de votos. Aqui os votos válidos na capital chegam a mais de duzentos e setenta mil votos. E hoje pra você eleger um deputado federal, cê precisa de trinta mil votos. Então se eu tiver vinte e cinco a trinta mil, eu tô bem, mas eu tenho que trabalhar pra cinquenta, porque esses votos quebram. Aqui a traição é muito grande, no dia da eleição nego tá pagando uma fortuna pra tirar tuas lideranças. E eu não vou trabalhar com compra de votos, eu nem tenho dinheiro pra isso, mesmo se tivesse, não faria."

Áudio 7: Cenário político e dados gerais do Acre

"Então, vamo lá. O estado do Acre tá em, dos estados da federação, ele só perde pra Roraima em repasse, também em população. Ele só ganha de Roraima, na verdade, e em um monte de questões negativas. O estado do Acre tem hoje novecentos mil habitantes. A Rio Branco é a capital com a maior quantidade de habitantes, que concentra a maioria da população. Mais de quinhentos mil habitantes aqui. Depois vem a segunda cidade, que é Cruzeiro do Sul, e depois os outros municípios pequenos. São vinte e dois municípios no estado do Acre. Todos os municípios são virados pra floresta, então nós temos um problema aqui de logística. É um dos gargalos do Acre é ser longe de tudo. Temos uma dependência do transporte aéreo pra nos deslocarmos e pela BR 364, que é uma estrada ruim, a gente chega em Rondônia. De Rondônia, a gente segue pro resto dos estados brasileiros. É Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, e aí vai. E aí, uma das questões mais graves hoje no Acre é, se analisar o que o Acre tem passado ao longo dos anos, hoje o governador perdeu os direitos políticos. Hoje foi votado no STJ. Ele ganhou de presente vinte e cinco anos de cadeia e nove meses e os direitos políticos dele foram cassados. Então ele estava ganhando já pra senador, sendo um ladrão, mas ele é muito simpático, então a simpatia ainda cai no gosto do povo. Ia sair pra Senado, ia ganhar em primeiro lugar. Então o movimento aí do PT, Jorge Viana..."

Áudio 8: Fila de cirurgias, acesso político e UPA Infantil

"Pra cê ter ideia, no estado do Acre hoje, nós temos uma fila de cirurgias, né? Uma deficiência cirúrgica muito grave. O Alan fez convênio com o hospital ali de São José do Rio Preto pra cirurgias cardíacas e cirurgias de coluna. Então ele tem muita adesão nessa parte da saúde, porque as pessoas geram uma dívida de gratidão, inerente ao político que foi lá e ajudou. Olha como inverteu isso aí. Você tem que eleger políticos pra gerarem políticas públicas e as pessoas terem acesso às coisas. Saúde. Hoje tá invertido, as pessoas têm que pedir do político o acesso, porque pra políticos sérios, porque o outro que ela tenha acesso, porque o político não tá gerando, promovendo saúde, acesso à saúde. Então o negócio tá bagunçado demais no Brasil. Tudo é o assistencialismo, tudo é o jeitinho brasileiro, tudo é o acesso. E a palavra dessa campanha, o que fica, como uma estratégia, o acesso. A Mirla tem acesso ao Alan, então eu vou votar na mulher, na irmã do homem. Então isso é muito importante, né? A gente pensar que eu sou irmã do cara. E não é sobre o nepo baby, a nepo mother. Não é sobre nepotismo. Eu sou a Mirla Miranda, eu tenho 25 anos de comunicação. Eu levei o meu irmão pra televisão. Era na minha casa que existiam várias reuniões políticas, que o Alan participava. Então assim, a Mirla tem o brilho dela, o Alan tem o brilho dele. Então não é só a questão do nepotismo. A Mirla, ela é importante no processo, ela entende, ela já foi porta voz de governo, do primeiro mandato do Gladson, que ele parecia querer bem pro Estado, e ele se desmantelou. Então, em 2019, eu assumi como porta voz do governo do Estado. 2022, eu saí em abril pra concorrer às eleições. Só fui começar mesmo a trabalhar a partir de maio. No meu aniversário, fiz um culto de ação de graças. Primeiro de junho que eu dei o start da minha campanha. Então veja, primeiro de junho, junho, julho, agosto, setembro. Quer dizer, basicamente quatro meses de campanha. Eu tô desde dezembro conversando com pessoas. Então o cenário é outro. O Alan como senador, há quatro anos atrás, 2022, ele era candidato ao Senado. As pessoas não têm perspectiva de ganhar nada com senador. Então eu, pro federal, eu não somava o vínculo empregatício, eu não somava mudança, eu não vinha com essa perspectiva de mudança. Eu falo muito sobre o movimento transforma. Quando cê tira uma xícara do lugar, se colocar ela no canto da mesa e alguém derrubar, causa um transtorno. Então qualquer movimento errado que cê faz, ele transforma o seu dia, transforma o ambiente. E o movimento certo também. Então eu uso muito assim: 'Gente, vocês tão fazendo parte de um movimento que quer transformar o Acre, não é só mudar. É fazer os movimentos certos, a gestão certa pra tornar o Acre um lugar que é totalmente possível de viver'. A gente aqui tem necessidades básicas que não tão sendo atendidas. E os caras tão fazendo coisas que não são urgentes. Nós temos que pensar no que que é urgente, no que que é básico. Então quando você começa a atender o básico, a assistência à mulher, a assistência à criança. Então a UPA infantil, ela é uma super bandeira, porque você desonera um quantitativo nessas UPAs de atendimento urgente, imediato. Cê tira aquela figura da criança pequenininha, porque se você chega na UPA com idoso, ele tem mais privilégios do que a criança. Então uma UPA voltada só pra criança vai gerar um outro tipo de movimento pras mães, onde é você pensar na Disney. Não existe preferencial, toda criança é preferencial. Todo mundo é igual no parque da Disney. Então todo mundo é igual numa UPA infantil, mas não é igual numa UPA padrão. Um atendimento voltado pra criança, se a gente conseguir estruturar isso, via governo federal e tiver profissionais. Tem muita gente que faz cursinho de saúde, faz formação em técnico de enfermagem, vários fisioterapeutas se formaram e hoje não trabalham nem na área de fisioterapia. Então tem muito profissional de saúde que se formou aqui e tá a ver navios."

Áudio 9: Trajetória de trabalho desde os 12 anos

"Comecei a trabalhar aos 12 anos de idade, numa escola montessoriana chamada Reino Encantado. Fiquei lá mais de 10 anos. Aprendi muito. Então trabalho nunca foi problema pra mim. Aprendi a trabalhar muito e tá sempre cansada também, não tenho preguiça. Já trabalhei sempre com coisas difíceis, na verdade eu trabalhei sempre com coisas difíceis, editando vídeo até de madrugada, trabalhando em campanhas políticas desde novinha, entrevistando gente, trocando de roupa, indo pra uma matéria, trocando de roupa, indo pra outra e fazendo um programa durante mais de 12 anos. Então nunca tive preguiça, nunca tive medo. Eu sou uma pessoa muito corajosa, eu tenho facilidade de comunicação, eu defendo os temas da família. Eu sou extremamente Jesus Cristo, porque o evangelho é maravilhoso, mas os evangélicos estão usando, muitos deles estão usando o meu Jesus como álibi pra cometer suas atrocidades financeiras. Então eu sou uma evangélica, mas eu sou amante do meu senhor Jesus Cristo, eu sou amada dele e serva dele. Agora eu não tenho muito mais acesso às igrejas aqui. Eu tenho pastores que me apoiam, pessoas da igreja que me apoiam, que confiam no que eu falo, acreditam na minha proposta, confiam em mim como pessoa e como pretensa candidata, mas aqui o mercado das igrejas é gigante. Pastores aqui se vendem por qualquer coisa. Então é isso. Dúvidas, estou à disposição. Mirla Miranda. Eu falo que é hora de transformar o Acre. Não é só movimentar pra criar músculo, é movimentar pra transformar. E tem muito mais. Eu sou amiga, eu faço qualquer coisa. Eu só queria ter a oportunidade de ajudar meu irmão. E ele vai ser o governador do Acre e ele vai fazer um movimento muito transformador aqui."

Áudio 10: Candidatura pelo União Brasil em 2022

"A Mirla agora saiu pruma primeira candidatura pelo União Brasil, foi nitidamente atravessada pelo próprio partido, que não mandou o restante do recurso. Me endividei, ficou aí uma situação bem difícil pra minha vida, e tive 4238 votos, que pra uma campanha com 1 milhão e 200 mil, com cinco meses de campanha só, com trabalho feito mal e porcamente pela minha coordenação política, que foi bem mal pensada, mal escolhida, e eu não fiz o uso de compra de votos, eu não tive estrutura pro dia D, pra organizar as pessoas, pra irem votar. Não tive delegado, não tive fiscal, não tive a mínima estrutura pro dia D, então na última semana eu perdi a minha equipe. Compraram a minha equipe. Muitas pessoas aqui elas fazem isso. Elas veem quem não recebeu nada na última semana pra ir pra rua, e compram essas equipes. Minhas equipes foram compradas, eu tive numa perspectiva de 15 mil votos, que me faria deputada federal, dentro da União Brasil, que era um partido forte, eu tive aí meus 4238 votos, o que foi muito abaixo do que eu esperava."

Áudio 11: Cenário eleitoral 2026 e filiação Republicanos

"Então foi o movimento do PT pra tirar o Gladson, o ex governador, que deixou a vice, então a vice hoje é a Mailza, Assis Cameli, que casou com um dos primos do governador. Segundo casamento dela, e é candidata a governo. O segundo candidato é o ex prefeito, largou a prefeitura pra ser candidato a governo, Bocalom, 75 anos, é um senhorzinho, mas é bom de puxar voto. Mas o Alan, em todos os cenários, ele ganha no primeiro turno já, hoje tá fácil, e no segundo turno ele também ganha, mas segundo turno é outra campanha, muito mais cara. Então só pra pavimentar. Hoje eu tô no Republicanos, é o 10. O presidente do partido aqui é o Roberto Duarte, então é o meu principal oponente pra eu entrar. Eu preciso de 50 mil votos. É uma análise rápida que a gente faz pra eu ter pelo menos 25 mil votos e garantir a minha entrada, porque voto quebra, mercado livre mais quebra. Mas no Acre, aqui, a compra de votos é o que determina a eleição. Eu não tenho dinheiro pra comprar, então eu tenho que ter um movimento muito grande de entrada nas redes sociais pras pessoas gostarem de mim, eu viralizar na mente das pessoas. Esse movimento aqui bem feito não existe ainda na pré campanha. E eu tô editando os meus próprios vídeos, fazendo os meus vídeos, me virando."

Áudio 12: Programa Acre S/A, Amazônia S/A e formação Disney

"Tem a questão do Acre S/A, eu tive um programa de TV durante mais de 12 anos, que chamava Acre S/A, depois virou Amazônia S/A no Amazon Sat. Eu comprava o espaço aqui e o programa teve muito sucesso, me sustentei aí esse tempo todo com ele, cresci, ganhei dinheiro muito com meu programa, e fazendo campanhas políticas aqui no Acre e fora do Acre. Então trabalhar com marketing político sempre foi minha área. Só que o digital veio com força e a gente que é marqueteiro, nosso foco sempre foi mais TV. E hoje eu não tenho mais agência de publicidade, não tenho equipe, eu faço minhas coisas e me viro. Mas o Acre S/A era um programa de falar de pequenas empresas. Ninguém falava de empreendedorismo em 2004, 2005. Era um tema muito novo. Como ainda falar de startups é um tema muito novo. Empresários me procuravam: 'Nossa, Mirla, eu quero falar da minha empresa'. Só que além desses empresários, eu ia naquelas pessoas muito pequenininhas, aquelas pessoas que, por exemplo, a senhorinha que vendia biscoito ali na frente da galeria meta. Por que que ela vendia aquele biscoito de maisena em frente à Galeria Meta? Por que que ela investia naquilo? era totalmente informal, mas ela tinha um processo, ela tinha que fazer o biscoito, embalar, pegar uma condução e ir para um ponto estratégico. O empreendedorismo tava ali. E ao mesmo tempo tinha apoio do SEBRAE, mostrava pequenos negócios, mostrava pequenas ações de empreendedores. Tinha um perfil do empreendedor, que eram grandes empresários contando suas histórias desde o início. Então eu fomentei o empreendedorismo. Ninguém falava em empreendedorismo em 2005, eu falava. Em 2005 eu já sabia conversar com os empresários sobre vários temas, falar sobre a importância da alma do negócio, que era a gestão, não só financeira, mas gestão humana da empresa, relacionamento com o cliente, atendimento ao cliente. Aí também por isso fui pros Estados Unidos em 2017 e me formei em clientologia lá pela Seeds of Dreams, em Orlando, dentro do sistema Disney lá de backstage, conhecendo o backstage. E foi muito legal."

Áudio 13: Currículo completo e raízes acreanas

"Eu vou te mandar aqui algumas entrevistas que eu fiz, que se teu time assistir, vai ter uma visão de quem eu sou. Eu sou quem? A Mirla Miranda ela é administradora, formada em Administração, com ênfase em Comércio Exterior, habilitada para Comércio Exterior. Sou jornalista de profissão e por amor. Já tive programa de TV, então também sou jornalista, apresentadora, fui articulista da CBN Amazônia aqui. Sou publicitária. Sou especialista em Marketing, assessoria de imprensa e gerenciamento de crise. Tenho especialização nos Estados Unidos, tenho MBA pela FGV. Criei um método de treinamento chamado Experts, pra trabalhar desenvolvimento humano, propósito de vida, que tá relacionado à espiritualidade, finanças, empatia e atendimento ao cliente. Cliente é qualquer pessoa, cliente não é só quem tem uma loja ou que é empresa, cliente é qualquer pessoa que cê se relaciona. Se você se dá bem com pessoas, você cria um network, isso é fazer clientela. Então, domino isso e não terminei meu mestrado em Comunicação. Preciso concluir, é um sonho, mas sempre muita coisa ao mesmo tempo e mestrado precisa de dinâmica, de atenção e eu sou hiperativa. A outra coisa que eu sou psicanalista clínica integrativa. Me especializei nisso. É uma formação livre, mas não deixa de ser uma ultra hiper mega especialização. Tem gente aí ficando milionária falando de psicanálise e eu não aproveitei essa onda, tô aqui virando candidata a deputada federal, pagando o preço pra ajudar minha comunidade acreana. Mirla Miranda vai fazer 47 anos agora dia 29 de maio. Filha de Milton Miranda, falecido, da Maria Gorete, 70 anos, que tem uma história muito bonita de vida. É uma seringueira, neta de seringueira, filha de seringueiro e é uma colonheira, pessoa de colônia, pessoa que nasceu no seringal, pessoa que é raiz. Então nós somos filhos daqui. A gente não veio imigrar pra cá pra tentar tirar voto no Acre, que nem tão fazendo o Fábio de Rueda, irmão do Antônio de Rueda, presidente do União Brasil. O cara veio pro Acre porque viu aqui a terra dos besta e tá tentando uma vaga de deputado federal aqui pelo Acre."

Áudio 14: Manutenção das pautas do senador Alan Rick

"Então eu tenho que dar manutenção a essa causa do Alan. Quando o Alan desce pra governo e ganha o governo, naturalmente ele deixa o suplente dele no Senado, que é o Gemil, que é uma pessoa da igreja, amigo dele da igreja, o cara vai pro Senado. Vai manter as pautas dele? Vai, mas não chega perto de quem é o Alan e do trabalho que o Alan já desenvolveu."

Áudio 15: Mirla como mãe atípica e fila do TEA no Acre

"Eu sou mãe, e tenho um filho que foi diagnosticado com autismo leve. Eu fiquei muito desesperada, porque o Miguel não dormia à noite, eu tive insônias mais de três anos sem dormir direito, praticamente sem dormir, e eu desenvolvi insônia crônica, entrei num medicamento pesado, que hoje eu tô desmamando. Só que eu fiz um propósito com Deus, meu filho não aparenta nada do autismo, a não ser as estereotipias, ele corre de um lado pro outro, ele tem algumas manias oriundas do autismo, que na nossa época tinha outro nome. Então esse foi um negócio que eu percebi quantas mães hoje atípicas existem no Acre, e como as mães aqui são arrimo de família, quase em todo o Brasil, mas aqui os pais são muito ausentes, o número de mulheres que criam seus filhos sozinhas aqui é muito alto, tem dados aqui que eu vou depois mandar pra vocês, mas isso é uma pauta que entra no coração das mulheres quando eu falo disso, sobre o que é ser uma mãe típica, de uma criança comum, que eu costumo dizer, crianças comuns e crianças especiais. Aí a gente fala típicas e atípicas. Mas enfim, a mãe da criança típica leva uma vida padrão. Agora, a mãe da criança atípica tem uma vida muito difícil, ela vive praquela criança. E ela também se torna uma pessoa atípica, ela é mais nervosa, ela é mais ansiosa, ela é mais angustiada, ela dorme menos, ela tem que ter mais paciência, a paciência tem que ser dobrada, essas mães sofrem muito, e naturalmente as crianças, porque nem todas têm o emocional tratado. Então essas mães não têm assistência. E o Estado hoje tem uma fila de nove mil crianças que não foram nem laudadas, mas que vivem com mães e algumas com pais, com aquele transtorno no lar. Porque o nome já diz, transtorno do espectro autista. É um transtorno que acarreta um monte de limitações pra mãe, a mãe às vezes não consegue trabalhar. Já existem leis pra isso, que beneficiam mães, mas e as mães carentes? Elas não têm acesso à saúde de qualidade e muito menos, hoje não, a gente não fala nem em qualidade, à saúde mesmo. Não tem terapia ocupacional suficiente, mas esse assim, não é o ponto alto. Esse é um ponto que eu lembrei imediatamente."

Anexo B: Resumo da entrevista na Gazeta FM (19 de maio de 2026)

Mirla Miranda concedeu entrevista no programa Jornal Gazeta 93, da Gazeta FM, em 19 de maio de 2026, com cerca de 17 minutos de duração. Fonte: YouTube Gazeta FM.

Todas as transcrições foram geradas com timestamps e estão disponíveis na íntegra com segmentação temporal. Material confidencial para uso estratégico interno da equipe de João Mendes.


Fontes Públicas Utilizadas:

IBGE: Panorama Acre | MapBiomas: Relatório Anual | INEP: IDEB | OBSGênero/MP AC: Violência | Wikipedia: Alan Rick

Este documento é uma apresentação institucional baseada em fontes públicas e em material gravado pela pré candidata. Não constitui peça de campanha eleitoral. Todas as ações sugeridas respeitam a legislação eleitoral brasileira e seguem princípios de comunicação responsável e baseada em evidências.